O PÔR-DO-SOL E AS FASES DA VIDA
A melhor definição para as fases da vida, em um contexto poético e reflexivo, é o Pôr-do-Sol em um desfiladeiro perto do mar.
O céu azul e ensolarado, com o passar do tempo irredutível e constante, vai tornando-se verde, amarelo, abóbora, vermelho, roxo e depois mergulha na completa escuridão. Tons de cores que, na medida que vão aumentando sua intensidade, demonstram a finitude de um ciclo infinito: do pôr-do-sol, da vida.
O Azul é um bebê cheio de vida e ansioso pelo desabrochar dos outros tons de cores.
O Verde é uma criança que dá seus primeiros passos, ainda incertos.
O Amarelo é um adolescente com toda a sua vivacidade e rebeldia frente a tudo e a todos.
O Abóbora é um jovem que crítica os valores da sociedade, mas também lutas pelas soluções dos problemas.
O Vermelho é o adulto que passa pelos maiores problemas, mas também pela fase da vida mais frutuosa.
O Roxo é um velho pronto para fechar um ciclo e começar outro com o que acumulou de sabedoria em sua vida.
E a Escuridão é o fim do ciclo diário do Sol, que voltará no outro dia mesmo que entre as nuvens. A Escuridão é a morte, mas é na morte que voltamos nossa vida totalmente para a luz do amanhecer do Criador, para a infinitude.
Trecho do Livro Conto, Reconto; Encontro um Novo Conto. Autor José Maria Cardoso.
Escrito por escritorjmcardoso às 09h09
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