A MINHA PRIMEIRA PAIXÃO
(CONTINUAÇÃO DO PUBLICADO NO DIA 05/06/2008)
Começamos a conversar assuntos banais; os assuntos percorriam caminhos que nenhum de nós dois estávamos interessados, o medo de tocar no assunto realmente importante estava presente também em nós dois. Tomando coragem, eu disse que sentia uma enorme paixão por você. Não sei se você compreendeu minhas palavras, pois elas saíram em um misto de murmúrio e de palavras picadas pela gagueira do momento. Sua expressão não dizia nada. Um silêncio cortante invadiu a praça, não conseguia ver a pessoas que estavam a nossa volta e tive uma nítida impressão que o meu coração parou de bater por alguns segundos, que se eternizaram diante da minha expectativa. Você olhou para um canto qualquer da praça e falou simplesmente:
___ Não sinto por você nada mais que amizade; além de estar envolvido com outra pessoa, que amo demais. Sinto muito! Mas nunca quis alimentar falsas esperanças de amor por você, mesmo quando lhe tratava com simpatia.
Digo, sinceramente, que não esperava ouvir estas palavras vindas de você e, principalmente, faladas com tanta indiferença. Elas doeram muito mais que qualquer dor que eu já tivera no passado, pois provocaram uma dor de paixão, que somente já foram apaixonados podem compreender. Tentei dizer algo, implorar o seu amor, mas, cadê minha voz novamente? Você levantou-se repentinamente e disse que iria embora. Neste momento minha amiga voltou para junto de nós, pois percebera de longe o que havia acontecido. Você e minha amiga trocaram algumas palavras, que no momento não ouvi, pois era enorme o meu desespero. Você disse adeus e as lágrimas começaram a sair dos meus olhos tristes. Em uma última tentativa, minha amiga pediu para você dar-me pelo menos um abraço de despedida. Eu pensei, ele não vai querer abraçar-me. Mas para nossa surpresa, você caminhou em minha direção e me abraçou com muita força. Ah! Como foi maravilhoso aquele abraço, senti meu coração sorrir naquele momento. Seu perfume gostoso e suave envolvia-me em um laço inebriante e, eu lhe apertava cada vez mais em meus braços, não querendo lhe deixar ir embora. Mesmo sabendo que era o nosso primeiro e último abraço, curti o momento. Você, gentilmente, retirou meus braços de seus ombros e disse adeus. Ainda sem entender os sentimentos que passavam no meu coração, disse para você sempre se lembrar de mim e, que se algum dia a sua situação amorosa mudasse eu estaria esperando. Eu fiquei olhando você ir embora, meu coração pedia mais uns instantes na sua presença, mas você não entendeu a mensagem silenciosa de todo o meu corpo. Acho que você disse um “tudo bem” sem olhar para trás e desapareceu na multidão que estava na praça. Quando meus olhos não mais o avistavam, as lágrimas vieram inundar o meu rosto. Abracei a minha amiga e, sentido que o mundo fugia dos meus pés, voei em meus pensamentos.
Os meus pensamentos visualizaram outro momento, bem diferente do que acabara de viver. Que você tinha aceitado namorar comigo; que dizia amar-me muito; que nosso amor seria para sempre. Em um misto de pura loucura e paixão, pensei que estava abraçando você e não minha amiga. A dura realidade voltou em meus pensamentos e chorei mais ainda. Ah! Se você soubesse como chorei por você, pelo teu amor. A minha amiga consolando-me e dizendo que se você havia me rejeitado era por que não me merecia. Mas como fazer um coração apaixonado entender um “não” da pessoa amada? Como fazê-lo agir com a razão? Se ele era pura emoção por você. Como entender uma pessoa que me tratava com tanto carinho em um momento, mas que em outro momento era um completo estranho? Realmente, ainda não estava preparada para apaixonar-me.
O caminho até minha casa nunca foi tão longo. Entrei em casa, agradeci a companhia da minha amiga, que voltou para a festa. Fui para o meu quarto sem falar com ninguém e voltei a chorar muito mais do que antes; chorei compulsivamente a perda de um amor que nem havia nascido, que foi na verdade um aborto de uma paixão. Perguntas e mais perguntas invadiam o meu pensamento. Por que isso tinha que acontecer comigo? Como encarar você novamente? Seria possível amar outra pessoal como amava você? Sim. Naquele quarto escuro, descobri que lhe amava e, esta constatação me fez mais triste ainda. As tantas histórias bonitas que imaginei para nós dois estavam tão distantes que não conseguia imaginar nenhuma delas. Não sei a hora que dormi naquela noite, ou melhor, não sei se consegui dormir.
No outro dia, não sai no portão para ver você como de costume. Assim, aconteceu por vários meses. Eu sabia que você passaria por ali dia após dia, mas o meu coração magoado pedia para não vê-lo. Aos poucos, comecei a olhar da janela, depois do quintal, até que um dia sai no portão novamente para ver você passando tão sorridente, falando “oi” e, continuado seu caminho como se nada tivesse acontecido conosco. Alguns dia depois, lá estava eu passando novamente em frente ao seu trabalho para olhá-lo.
Os dias passavam tão rápidos, parecia que eu estava ficando para trás. Sabia da necessidade de dar um jeito na minha vida, que o tempo não espera por ninguém, que estava presa em uma teia feita por mim mesma. Mas como sair dela? Parece que quanto mais tentava, mais ficava presa em meus pensamentos por você. Ficava imaginando como seria maravilhoso ganhar outro abraço seu. Apesar de ter sido um abraço de despedida: um até nunca mais; ele significou muito para mim. Sabe, quando você me abraçou, eu fechei os olhos e esqueci de tudo a minha volta. Naquele momento, só havia nós dois no mundo inteiro para mim. Por poucos instantes viajei nas estradas do amor.
Nossa! Você nem se importava com a minha presença insistente nos lugares em que estava, enquanto que para mim eram preciosos os momentos que na distância contemplava o seu rosto. O meu sofrimento fez-me refletir, precisava sair realmente daquela situação de abandono de meu ser por você. Precisava sair para conhecer novas pessoas, pessoas que também gostassem de mim. Sabia que ficando daquela forma era impossível alguém querer aproximar-se do meu coração, pois eu mesma não conseguia encontrá-lo, na confusão de meus sentimentos.
Neste tempo que lhe amava, quantas frases apaixonadas eu escrevi, quantas delas falavam de um amor impossível, não sei. Quantas vezes o meu viver ficou esquecido, para ficar pensando em como nos conhecemos. Mas como o tempo, que é o melhor amigo dos corações destruídos pela paixão, descobri que já não mais gostava tanto de você, pois não senti nenhuma emoção maior ao vê-lo um dia com sua namorada. Passei por vocês, falei um “oi” e continuei minha caminhada. Notei naquele instante que minha primeira paixão havia passado. Que a maturidade para amar havia chegado em meu coração.
Ao constatar que minha paixão por você havia passado, fiquei muito mais livre para realmente descobrir o que havia acontecido com nós dois. Passei a encarar a vida de frente, buscar no olhar de outros garotos o amor que de você jamais teria. Não por você, mas por que já não mais fazia sentido para mim sua presença e, deixei para trás minha paixão “sem razão”. Um mundo novo de emoções apareceu em minha frente e, passei a buscar as relações “concretas” do amor, aquelas que me completariam como mulher, única e especial.
Hoje, anos e anos após você ter me falado o primeiro “oi”, depois de viver outros amores, sofrido e vivido intensamente o calor de outras paixões, sinto que os sofrimentos e sentimentos que tive por você me prepararam para amar de verdade, sem os vestígios da adolescência. Uma vaga, mas gostosa lembrança agora enche o meu coração quando relembrou a minha primeira paixão. Que foi você!
Com carinho e saudades, Cláudia.
Fonte: Livro Coração Jovem Paixões para a Vida. Autor José Maria Cardoso
Escrito por escritorjmcardoso às 09h58
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A MINHA PRIMEIRA PAIXÃO
Das muitas coisas que aconteceram em minha vida, você teve uma grande participação. Principalmente, no que diz respeito às paixões. Os momentos que marcam as nossas vidas devem sempre estar em nossa lembrança, pois são exemplos positivos ou negativos da nossa história pessoal. A descoberta da paixão é um momento mágico na vida de qualquer pessoa. É uma fonte inesgotável e saborosa de muitos e muitos delírios adolescentes. Assim, é nossa história.
Tudo começou sem pressa. Apenas você passava e fala um “oi”, enquanto eu varria a calçada da minha casa. Era tão simples esse encontro, mas aos poucos foi tornando-se muito importante para mim. Um sentimento, que meu coração adolescente ainda não compreendia, começou a surgir dentro do peito. Quantas vezes eu te esperava no portão. O engraçado é que meu coração já sabia mais ou menos o horário que você ia passar e começava a bater descompassado, convidando-me a sair para lhe ver. Quando não te via, a tristeza invadia o meu coração. Às vezes passava da hora de você passar e logo pensava: “Será que já passou?”. Mas logo você surgia lá na esquina e eu no portão esperando para receber algo tão insignificante, mas ao mesmo tempo tão importante para mim, o seu “oi” de cada dia. Você passava e sorria para mim. Ah! Como eu gostava de ver você sorrindo. Seu sorriso transmitia-me toda a paz que eu precisava para o resto daquele dia. Depois que você contornava a esquina, tudo voltava ao normal. Eu ia para dentro de casa cuidar dos meus afazeres e esperar o outro dia de manhã para ver você novamente passar na minha rua, que era o pequeno palco do início da minha paixão por você.
Com meu coração de adolescente, passei a fantasiar histórias e mais histórias de nós dois. Em todas elas você era o príncipe e eu, logicamente, a sua princesa. Nas muitas aventuras, que imaginava, sempre acontecia alguma coisa para atrapalhar o nosso romance, mas você em seu cavalo branco salvava-me e vivíamos felizes para sempre. Em um momento éramos Romeu e Julieta, em outro Aladim e Rapunzel, em outros ainda, Maria e José, tal era a confusão de pensamentos e emoções. Doces momentos eram os que eu passava pensando em você. As outras coisas ao meu redor tornaram-se secundárias. Em casa, o meu companheiro inseparável era o Diário de capa cor de rosa, em outras horas o cúmplice era meu caderno de poesias românticas; na escola, todos os assuntos e conteúdos faziam-me imaginar momentos felizes com você. Tornei-me sonhadora em um mundo construído por mim para nós dois. Mundo este que você nem imaginava existir. Depois, tornei-me silenciosa, calada, pois sabia que às vezes é necessário esquecer e deixar o tempo agir por nós. Na esperança que um dia você ficasse perto de mim. Somente sonhos! Sonhos estes que davam sentido pleno a minha existência, passei a cuidar mais dos meus objetivos diários, do meu visual, das palavras que saíam de minha boca, tudo acontecendo como um resultado do que estava no meu coração. Aquela paixão realmente estava mexendo comigo. Comecei a ver as coisas e as pessoas à minha volta com outros olhos, a valorizar até mesmo a lua, que iluminava o meu quarto na madrugada enquanto esperava o amanhecer em minhas noites de insônia e paixão.
O tempo passa inevitavelmente e com ele surge o medo de não realizar os nossos sonhos. Um dia resolvi perguntar seu nome, mas minha timidez era maior. Agora, esperava por você todas as manhãs no portão com a idéia de perguntar seu nome. Mas logo que via você, meu coração disparava, as pernas tremiam, os meus pés não conseguiam sair do chão e, cadê minha voz? Buscava forças no peito, respirando fundo, mas nem o “oi” de cada dia, em certos momentos, conseguia dizer. Quantas vezes eu voltei chorando para dentro de casa, derrotada pela minha vergonha de pronunciar apenas quatro palavras: Qual é seu nome? Pegando o meu caderno de mensagens, escrevia frases e mais frases apaixonadas, ou em outros momentos revoltadas contra a minha incapacidade de dizer o quanto você tinha se tornado importante para mim; que você não sai dos meus pensamentos. De pensar em você, tornei-me poetiza; poetiza das palavras hora açucaradas, hora amarguradas pela paixão febril, que acontecia em meu corpo ainda inexperiente.
Um dia, porém, passando em frente à Oficina de Automóveis onde trabalhava, vi você sentado no chão a concertar um carro. A imagem daquele dia eu ainda guardo na memória. Eu ia passando, você sorriu, falou “oi” e, é claro que também retribui da mesma forma. Parei, voltei, abaixei um pouco para ficar quase na altura de seus olhos e criei coragem para fazer uma pergunta. Pergunta esta, que ainda não era a que tanto queria fazer: Posso lhe fazer uma pergunta? Disse em um sussurro. Você parou o que estava fazendo, olhou nos meu olhar e disse “sim”. Perguntei, finalmente, qual era seu nome. E de sua parte, a resposta veio como um vento refrescante é para o andarilho no deserto. Sua forma de dizer seu nome cativou-me mais e mais, apaixonei-me sem fronteiras.
Nossa! Como o seu nome é bonito! E você também! Foram as frases que sem perceber saíram de minha boca. Criando mais coragem ainda, disse para você que queira lhe conhecer melhor. A timidez invadiu-me novamente e sai dali quase correndo e com o coração acelerado, pulando de felicidade; mesmo sem ter ouvido a sua resposta. Rodei por vários minutos pelas ruas pensando no que havia acontecido; as pessoas que passavam ao meu lado tornaram-se meras figuras da paisagem urbana, tal eram os meus pensamentos. Viajei em todas as direções do meu pensamento, em cada uma delas um fato novo acontecia. Você agora era parte de minha vida real e, encontrava-me realmente feliz.
Em casa, escrevi no meu Diário:
“Querido diário! Hoje aconteceu algo muito importante na minha vida, consegui dizer algumas palavras ao meu apaixonado e, ele foi extremamente simpático comigo. Com já lhe contei, ele é um ‘tremendo’ de um gatinho. Seu sorriso é encantador. Acho que ele gosta de mim também. Aquelas histórias que lhe contei estão prestes a acontecer de verdade.”
Passados alguns meses, resolvi mandar-lhe um cartão que tinha na capa a imagem de dois jovens de mãos dadas olhando para o pôr-do-sol; onde escrevi algumas palavras que diziam indiretamente o que realmente queria dizer:
“O amor de Deus é como o Sol que brilha, não deixa escurecer nossos caminhos... Deus tem grandes planos em nossas vidas.”
E lá vou eu, de novo, passar em frente ao seu trabalho para poder entregar o tal do cartão. Era o primeiro cartão que eu escrevia para alguém e não sabia o que falar no memento da entrega. Será que você nutria por mim algum sentimento? Qual seria sua reação ao receber o cartão? Dúvidas e mais dúvidas invadiram os meus pensamentos. Quando lhe vi, você estava entrando para a Oficina com algumas peças nas mãos, atrasei os meus passos para ver se voltava. E não é que voltou! Pensei, naquele momento, que até o tempo conspirava em favor de nossa paixão, ou melhor, da minha paixão por você. Entreguei o cartão, falei que era uma simples recordação, mas que era também de todo o meu coração. Esperei algumas palavras vindas de você, mas notei que você estava surpreso e envergonhado demais para dizer qualquer palavra, principalmente perto dos seus colegas de trabalho que olhavam insistentemente aquela cena inusitada. Depois de sorrir para você e com a cabeça a mil, fui embora. Antes de virar a esquina olhei para trás e encontrei seus olhos a olhar o cartão. Aquele dia custou a passar de verdade, pensei que o tempo havia esquecido de passar. Esperei por alguma resposta sua no outro dia e nada. Somente ouvi de você ou mesmo “oi” de sempre. Mesmo assim, eu já estava feliz, pois sentia que aos poucos você iria ser uma parte efetiva de minha vida. Os minutos de minha vida passaram a ter um novo sentido: era a paixão que os consumia; momentos viraram segundos, segundos viraram horas, horas apenas instantes.
Daí uma semana aproximadamente, eu mandei uma amiga minha entregar-lhe outro cartão, dizendo que “sua atenção era muito importante para mim”. Mas o que me deixou um pouco sem graça, foi que sem perceber ou inconscientemente havia enviado o cartão no “Dia dos Namorados”. Não sei quais pensamentos passaram por sua cabeça. Mas tudo bem, o importante é que você aceitou o cartão com carinho, segundo o que disse a minha querida amiga.
Passaram-se mais alguns meses, resolvi marcar um encontro para poder realmente lhe contar o que sentia. Fomos, minha amiga e eu, no seu trabalho, era uma segunda-feira de muito sol e com algumas nuvens no céu anunciando o início das chuvas de verão. Conversando agora menos tensa, perguntei se havia gostado dos cartões e você disse que “sim”. Aliviada, falei que tinha sido a melhor forma de dizer que sentia algo especial por você. Então marcamos um encontro para dali a alguns dias. Na verdade, lembro-me muito bem, seria para o próximo sábado, às 20 horas e 30 minutos, em uma da várias praças de nossa cidade; que eu sei que você ainda lembra do local. Na saída deixei com você um outro cartão, agora bem mais sugestivo, que dizia:
“Minha paixão por você é como o vento, não posso vê-la, mas posso senti-la com toda a força, enquanto refresca o meu corpo febril”.
Sai dali, desta vez, sem muita pressa. Olhei várias vezes para trás e encontrei os seus olhos mirando os meus. Contornei a esquina sentindo vontade de voltar lá e dar em você um longo abraço e um beijo apaixonado, mas me contive a tempo. Ou melhor, foi minha amiga que não deixou que eu realizasse tamanha loucura.
Aquela semana passou tão devagar, mas enfim o final dela havia chegado. Minha amiga combinou de passar em minha casa às 20 horas e 15 minutos. Como sempre ela fazia, não chegou na hora certa. Eu já estava nervosa quando ela apareceu toda sorridente, como se nada houvesse acontecido, isto às 20 horas e 40 minutos. Saímos apressadas para o encontro, quase correndo. E quem disse que você estava lá? Eu pensei logo: será que vai me dar um fora, justo no primeiro encontro? Passavam tantas pessoas nas ruas, pois era tempo de festas em nossa cidade, mas nenhuma delas preenchia a necessidade de lhe ver. Eu olhava para os quatro cantos da praça e, cadê você? Já passavam das 21 horas e nem sinal. Quase meia hora depois, você apareceu, do outro lado da praça, acompanhado por uma garota; mudou a direção de seus passos e passou a caminhar sozinho em minha direção. Confesso que comecei a chorar de felicidade e de emoção. Mas me contive logo e coloquei um lindo sorriso nos lábios. Minha amiga e eu levantamos juntas e fomos ao seu encontro. Cumprimentamo-nos e, logo a minha amiga inventou uma desculpa para ficarmos sozinhos no banco da praça. Sentados no banco, eu não parava de tremer. Quanto mais pensava no que dizer, mais ficava trêmula. Mas meus pensamentos falavam para não ter medo e começar a conversar, ou melhor, responder o que me perguntava e nem havia percebido.
Continua na próxima.
Fonte: Livro Coração Jovem Paixões para a Vida. Autor José Maria Cardoso
Escrito por escritorjmcardoso às 10h17
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